Perguntámos ao Rui Alexandre, guitarrista dos portugueses Terror Empire, a sua opinião sobre a Jackson Guitars.
Lembro-me bem da primeira vez que vi uma Jackson King V, na reportagem televisiva do concerto dos Megadeth em Portugal - ainda no milénio passado. O Dave Mustaine, lenda viva do thrash, tocava e cantava a Holy Wars e foi aí que decidi: quero uma guitarra daquelas. E assim foi.
A associação da Jackson ao melhor thrash dos anos 80 é inegável: Megadeth, Metallica, Exodus, Anthrax e tantos outros compuseram e tocaram com a guitarra do headstock que é sinónimo de “metal”.

(Photo by Helder Martins Fotografia)
Ninguém nega que a Gibson Flying V foi a primeira guitarra em forma V com notoriedade, mas tanto a King V como a Rhoads da Jackson colocaram as versões da Jackson num patamar à parte. Se, a isto juntarmos as barbatanas de tubarão a marcar os trastes e temos uma guitarra verdadeiramente icónica.
A reputação de ser uma guitarra difícil de se tocar sentado persegue estes modelos em geral, mas trata-se de um rumor que passa mais por quem não tem uma destas guitarras. Na verdade, uma vez encontrada a posição perfeita com a perna entre o V de madeira, até se favorece uma postura lombar mais correta… mas só acredita quem acaba por experimentar.
Se a dúvida reside entre qual modelo escolher (se a Rhoads, se a King V), há que ter em atenção fatores elementares: a King V irá ser mais fácil de arrumar, pela simetria das suas “asas”; pelo mesmo motivo, a Rhoads será mais leve e terá um elemento menos intrusivo na hora de tocar de pé. Ambas precisarão de uma caixa específica, mas a Jackson já tratou disso com uma solução bastante versátil.

(Photo by Hugo Rebelo)
Acima de tudo, numa Jackson há um sentimento de que além da música, dos riffs e dos materiais que fazem uma guitarra, há um factor que não tem preço: estilo.
Há muitas guitarras “como uma Jackson”, mas só uma Jackson é uma Jackson.
Rui Alexandre, guitarrista em Terror Empire e criador da Mosher Clothing.